terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

O rapaz aborda uma menina em uma dessas baladas.
- Ei, toma! Bebe isso!

Claro que ela se espanta:
- Quê? Não!

Ele se espanta mais ainda, como alguém recusaria bebida?:
- Ué, porque?

Ela acha que diz uma obviedade:
- Não quero, nem te conheço!

Ele fica confuso:
- Como não quer? Se voce tá num balcão de bar, é porque quer uma bebida.

Ela se interessa:
- Sim, mas não a sua. Já disse, não te conheço e nem sei o que é isso!

Ele continua confuso, de verdade:
- E daí? Você só come num restaurante se voce conhece o cozinheiro e seus ingredientes?

Ela acha engraçado:
- Há, claro que não. Hey, me vê uma cerveja, por favor!

Ele continua:
- Isso é melhor que cerveja!

Ela duvida:
- Ah, eu não vou achar isso, adoro cerveja.

Ele contradiz:
- Como você diz isso? Não sabe nem o que eu tô bebendo!

Ela se sente superior:
- Deve ser pinga, ou alguma outra coisa forte pra te deixar bêbado assim.

Ele se sente mais superior ainda:
- Prefiro ficar bêbado do que tratar as pessoas assim.

Ela desconversa:
- Bom, minhas amigas tão me esperando, tenho que ir!

No próximo segundo ela iria se arrepender de não ter dado atenção à uma abordagem não convencional dessas, enquanto ele se sentirá idiota por abordar alguém tão espontaneamente.

Que pena, abordagens normais acabam com amizades normais, e tudo que é normal nunca têm tanta graça.

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